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renunciar, abdicardeixar, abandonar, largar, resignar, ceder


Pensar em algo para escrever sempre é uma pequena batalha interna sobre como irei me expressar. Cabendo a dúvida se conseguirei falar sobre o que está entalado dentro de mim ou o que anda nos sufocando externamente.

Política, relacionamentos, estudos etc. Nunca sei qual é o mais adequado para escrever no momento que dá vontade de compor uma crônica. Contudo, após uma EXCELENTE noite de insônia, um poema pela metade e a cara inchada por chorar por motivos pelos quais finjo que não existem, pensei em algo muito importante: quando desistir?


O.K.

Confesso que materializar essa frase em palavras, me fez por as mãos no rosto e ficar uns bons minutos refletindo ainda sobre isso, pois como eu diria para os meus contatos: não é mole.

Enfim...


Insistir é muito bom, pois sem perseverar a gente não conquista nada. Mas, como vamos descobrir o momento que devemos ir atrás de seu antônimo? Porque, às vezes, não vale a pena gastar a energia em certas coisas que poderia ser investido em outras que pudessem dar de fato certo.

Renunciar, abdicar, deixar, abandonar, largar, resignar, ceder e/ou desistir. É necessário saber por essas palavras em prática, mas saber "quando" que é o problema, porque não tem como prevenir algo que não temos certeza do resultado.

Desistir não é como ter consciência que tomar água muito gelada num dia quente nos dará dor de garganta na manhã seguinte. Não tem como saber o momento certo em ter que deixar aquele amor de verão ir embora, muito menos saber a hora certa de que não é essa profissão que queremos.

O equilíbrio entre o perseverar e o desistir é complexo, confuso, paradoxal e impossível à medida que ninguém é o Oráculo Delfos, no entanto a dor "do aguentar" é essencial para sabermos qual caminho seguir durante esse processo; pois com ela e o seu peso que será possível saber se esse desgaste valerá a pena ou não — mesmo assim com suas exceções — e, depois, ainda não irá acabar, mas sim intensificar.

Infelizmente, questiono-me pelo cansaço de ser eu mesma, por uma paixão que desde o início saberia que não daria certo — ignorando isso ao tentar pensar em outras pessoas —, entre tantas coisas que não tenho como saber se terão valido a pena.

Ainda não sei quando desistir — talvez comece a pensar seriamente nisso quando chegar no 10° texto sobre aquele alguém —, mas só de refletir sobre isso já sinto um peso sair das costas ao ter consciência que, às vezes, desistir é necessário.

E você? Sabe quando desistir?


 
 
 

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