Pimenta no * do outro vai ser sempre refresco
- Vitoria Carolini
- 18 de jul. de 2022
- 3 min de leitura

Antes de mais nada, preciso comentar uma das coisas mais cativantes que existe no brasileiro: sua fixação por cu — exatamente esse o qual me refiro. Aquele que se encontra entre as suas belas e murchas nádegas, mais conhecido pela Norma Culta da Língua Portuguesa como esfíncter anal. E o mais engraçado é que a gente o ama por puro fetichismo de sentir prazer em ver o outro tomando no cu — nesses dois sentido que tu pensou.
Então, entramos naquela questão do porquê que o brasileiro gosta TANTO de ver o outro se ferrando? Sabemos que são por vários razões, principalmente, pelo fato de que pimenta no cu do outro será sempre refresco para nós e ainda posso provar.
O exemplo se passou exatamente hoje, depois de uma aula maravilhosa de Literatura Infanto-juvenil com histórias da vida da professora que são muito válidos para a nossa vida, entre tantos devaneios em meio às apresentações uma delas me chamou atenção — claro que é uma paráfrase, já que agora não lembro com exatidão suas palavras proferidas. Porém, sim, irei guardá-las com todo o meu coração, pois é real. Acreditem:
Não se vinguem, porque o mundo sempre dá voltas e o prazer de ver alguém se ferrando sozinho é muito melhor.
Continuei para minha primeira aula num esporte aí e conhecendo meus colegas, logo, seus respectivos cursos, entendi o porquê centro X ser tão odiado, quanto outros cursos que estão sempre na língua dos estudantes (além das Letras, óbvio). Como o pessoal é arrogante só por estar cursando uma federal, não é mesmo?!
Curso X é melhor que Y. Tá, mas e daí? O mercado de trabalho está completamente saturado de gente formada, muitas vezes pós-graduada. Então, do que adianta ter diploma para trabalhar, no fim, como motorista de aplicativo?
Nada contra, até porque as Engenharias estão formando bons motoristas (por favor, isso foi uma piada, eu sou escritora independente).
O que eu quero dizer é que não adianta ser arrogante ou preponderante pelas coisas que você faz ou estuda. Com certeza não é o primeiro, muito menos será o último, quem dirá o único a fazer algo.
E o negócio só "melhora" (irônia), porque a pessoa ainda teve a capacidade de falar comigo em tom pejorativo por eu fazer Letras, felizmente, sou realizada com o curso e, melhor ainda, conheço o meu mercado de trabalho e as oportunidades que tenho.
Conversa vai com a pessoa de exatas. Conversa vem com a pessoa de exatas. Notei que tudo isso não passava de flerte com o terceiro elemento que cursa, pausa.
(Pelo visto para algumas pessoas, o flerte é um ritual de acasalamento idem a algumas culturas no mundo animal em que o pretendente tem que se mostrar superior, mas somos seres racionais e parecem que ainda não perceberam isso.)
Enfim.
O terceiro elemento cursa economia — caso não saiba, economia é um curso considerado da área de humanas — no fim e já sem jeito, ele explica que o seu curso também é de humanas. Logo, de acordo com as inferências trazidas pelo elemento de exatas, ele também seria tão pobre, quanto eu, pela sua escolha de área.
Um pequeno refresco no dia, pois é incrível como as coisas vêm sozinhas. Não adianta buscar retribuir o mal, pois uma hora ou outra, ela sempre se virá com quem a realiza.
Portanto, pimenta no cu do outro é e sempre será refresco para nós, ainda mais quando sabemos o quanto elas merecem. Não perca o seu tempo dado que é perder saúde mental na mesma proporção.
Faça uma pipoca, senta e relaxa, porque quem procura, acha e acha sozinha.


E depois de achar ainda quer espalhar a "maravilha".