Neutralidades
- Vitoria Carolini
- 22 de jan. de 2020
- 2 min de leitura

Todas as noites, antes de dormir, escrevo poemas, crônicas e contos. Mas como um terrível hábito da preguiça que habita em mim eu deixo para anotar as ideias quando o dia raiar novamente na expectativa que vá me lembrar integralmente de tudo que pensei. Isso ocorre feito um ciclo permanente na minha vida desde que comecei a escrever e sempre acabo esquecendo os grandes textos produzidos na minha mente.
Ciclos, ciclos e ciclos. A vida é feita de ciclos que como cordas de aço são difíceis de serem quebradas com simples tesourinhas de cortar unha, porém isso não é impossível.
Empecilhos que ponho, obstáculos criados pelo meu subconsciente que me impedem de enxergar o que estou realmente fazendo. Agora pouco minha mãe me pergunta o porquê de eu gostar de escrever, pergunta difícil seria se eu não soubesse o que realmente me cativa a querer fazer disso a minha vida. Nos momentos de maior apatia da minha vida até os que a minha mente vai de um a um bilhão são nas palavras, sentimentos grafados, que me fazem ser compreendida por mim mesma, pois por mais que seja péssima falando quando escrevo a minha voz é escutada e mesmo sendo equivocada com as palavras ou sendo cautelosa, pensando duas ou nenhuma vez antes de falar, escrever possibilita o meu coração gritar aquilo que sente. O que sinto neste exato momento que escrevo? Nada.
Que mesmo com a cabeça explodindo em palavras, a sensação que só consigo exteriorizar é a vontade de ficar sozinha, longe de tudo e principalmente de mim. Leio mensagens não dá vontade de falar, quem dirá conversar. Acordo, como, durmo. Os dias têm passado, o tempo tem se ido e tudo passa a ficar neutro, não sei dizer se isso é começar a desistir ou apenas estou aprendendo a viver.
Enfim, espero um dia encontrar as respostas para as perguntas que ainda não perguntei.


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