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Mamãe, estou dodói de amor.


Antes de mais nada. Como é possível adoecer de amor por alguém que ainda faço a mínima do que sentir?

Talvez seja pelo desafio de me envolver com ela sem me apegar emocionalmente. Aliado à dificuldade de satisfazer apenas os meus desejos carnais, enquanto morro de carência em tempos de tensão pré-menstrual. Ou também pode ser aquele simples engano que todo mundo comete ao não saber diferenciar: amor, paixão e gostar. Na realidade, parando para pensar melhor, é todas essas opções e um pouco mais.

Então, aí vem a principal questão: como lidar? Fingindo que tá tudo bem e que apenas gostei de estar com ela.

Contudo, vamos rebobinar tudo que antecedeu isso e ir para uma questão mais simples: por que as pessoas são difíceis?

Séries, filmes, animes e novelas representam tudo aquilo que há de bom e de ruim em nós, porém com uma resolução um pouco mais fácil do que estamos acostumados a viver. O que cria a ilusão de que nós somos os azarados de sempre encontrar o pior para gente ao invés de criar a consciência de que não estamos preparados a viver e de que tudo, no fim, é apenas questão de vivências e experiências.

O medo, infelizmente, estará sempre presente enquanto estivermos vivos. E até que ponto ele é bom em nossas vidas? Assim como a coragem, nunca devemos ter muito para que não nos atrapalhe nas decisões que devemos tomar. Sendo justamente por isso, creio que as pessoas se tornam complexas ao não sabermos os seus limites (se realmente tiverem) e, muito menos, os seus sentimentos. O que piora ainda mais, quando elas mesmas se desconhecem.

E eu sou uma dessas pessoas que vive para se aventurar acompanhada por alguém, enquanto ainda sinto medo de me entregar de verdade ao momento, assim como deixo a coragem me atrapalhar ao me arriscar a viver intensamente algo que não tenho certeza se terá algum efeito.

Um constante 8 ou 80 que confunde o suficiente para não criar uma unidade temática a esta crônica, tornando-a apenas mais um desabafo por algo que nem começou e já deu errado.

Felizmente, o que não me desanima e espero que não te desanime também é ter a consciência que a vida é suficientemente longa para que possamos nos apaixonar e errar quantas vezes for preciso, pois nada supera os dois melhores momentos da vida:

1) os 5 segundos que antecede encontrar aquela pessoa;

2) os 5 segundos que antecede o primeiro beijo.

Então... aproveite que as pessoas são difíceis e fique tão dodói de amor (que não é amor), quanto eu.

 
 
 

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