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Amor nos dados



Além das dúvidas sobre a origem do universo e da maior certeza tão incerta que é a morte, o amor junto com a felicidade é uma das grandes procuras que nós, seres humanos, corremos de atrás para descobrir e compreender a sensação que é amar.

No entanto, não confunda amor com paixão. Eu sei que é difícil diferenciar isso, não por estar na adolescência ou coisa do tipo; até porque qualquer pessoa em qualquer idade confunde essas duas palavras, esses dois sentimentos. Contudo, vale ressaltar que todo amor pode ter sido uma paixão, mas nem toda paixão foi de fato um amor.

Na prática a real dificuldade é que não temos um terceiro olho para identificar e analisar os sentimentos e muito menos uma máquina para prever quem iremos amar e se apaixonar, podendo assim evitar decepções ou conquistar o tão almejado sucesso amoroso. E infelizmente, encontrar o tão sonhado amor se torna questão da sorte e ou do azar, como se estivéssemos dependendo de dados de RPG e do seu jogo, que é o nosso destino.

Sendo assim, você joga os dados. Ele cai na mesa do jogo que é a vida.

Um número e tudo na sua vida irá mudar. E você precisa apenas daquele número.

Está feito! O dado finalmente parou de rolar e caiu no doze, não!?

Espera! No cinco!? Só o tempo poderá dizer. Ainda assim, não deixe tudo a cargo do destino, reaja e preste muita atenção nesse caminho; pois, às vezes, ele é traiçoeiro e os passos que der terão que ter extrema cautela em razão de que desconhecemos essa temível estrada.

Logo, esse amor pode permanecer nas ideias ou ser consumado. E como dizer o que seria melhor ou pior? A resposta nesse caso é relativa, pois tudo dependerá de como os dados irão cair. Podendo tombar a favor da sorte ou do azar.

Se for o seu dia de sorte, aquele amor poderá ser; então, realizado. E se esse amor tornou uma paixão, parece que não era o seu dia de sorte, não? E assim que vai passando o tempo ao lado desse amor, que não era amor, tudo vai se tornando monocromático a beira da escuridão e, assim, a paixão vai se extinguindo.

Consequentemente a decepção é inevitável e aquele amor passa a ser desconhecido, fazendo aquela pessoa que conhecíamos tão bem passar a ser outra diferente; mas na realidade ela nunca deixou de ser quem realmente ela era, o verdadeiro problema foi essa maldita paixão que nos fez olhar, desejar e acreditar nas melhores qualidades que inexistem naquele ser.

E por fim o amor se torna a maior sorte que poderíamos ter, pois além das inúmeras sensações que nos proporciona na pele crua e nua também nos ensina que ele é tempo para cair, se machucar, levantar e se curar. Aprendendo sempre que os dados podem decidir a sua sorte e o seu azar, porém só você poderá completar essa história que a sua vida.


Boa sorte.

 
 
 

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